Droga uma Armadilha fatal
A comunidade terapêutica Morada de Deus oferece um tratamento especializado para o tratamento de dependência química de álcool e outras drogas. É importante saber que o uso contínuo de droga afeta o mecanismo natural do sistema imunológico, reduzindo as defesas orgânicas e psíquicas do individuo e os estudos comprovam que a droga aprisiona e faz com que a pessoa se torne um dependente químico.
Álcool – Droga lícita, aceita pela sociedade, no início provoca euforia e desinibição. Quando ingerida regularmente, a impressão de tolerância estimula a beber cada vez mais. A conseqüência física mais imediata é a impotência, seguida de problemas circulatórios, e neurológicos (o álcool atinge a área frontal do cérebro, região da cognição, causando desde perda de memória até alucinações).
O que caracteriza a dependência do álcool é a necessidade de beber para poder realizar qualquer tarefa, nesses casos a internação se torna necessária.
Maconha – Em geral, utilizada por deprimidos ou tímidos, é a droga dos iniciantes. Anestesia o cérebro e provoca estados alucinatórios que distorcem a realidade. Tem como característica básica a quebra do senso de tempo e espaço. Provoca sérias dificuldades no desempenho de tarefas que exige atenção, como dirigir. Definitivamente, não é uma substância natural, sem efeitos nocivos ao organismo: é mais tóxica do que o cigarro e 22 vezes mais nociva hoje do que a fumada na década de 60. Em longo prazo, produz alterações hormonais e infertilidade masculina (diminui em 25% a produção de espermatozóides).
Xarope – Muito usado por adolescentes e crianças de rua, diminui os batimentos cardíacos e provoca um estado letárgico, também chamado de marcha-a-ré. A dependência química caracteriza-se quando o consumo diário chega a alguns vidros do remédio (às vezes, 20). O uso contínuo provoca alta tolerância e sua supressão brusca leva a uma síndrome de abstinência.
Outros medicamentos – Aspirina (combinada com álcool vira bolinha e inverte sua função sedativa, deixando o usuário ligado); inibidores de apetite (sua fórmula reúne anfetamina, um diurético, hormônio anestésico, entre outros ingredientes que provocam dependência quimica); artane, remédio para o mal de Parkinson (em altas doses ou em coquetel com outra substância, traz a sensação de que se está em chamas e o usuário leva algumas horas para sair do transe); calmantes, como o Lexotan (dão ao usuário a sensação de estar fora do corpo e, em caso de dependência, não pode ser suspenso de uma vez, pois pode levar até ao coma); elixir paregórico (contém ópio).
Cocaína – Em forma de pó, tem efeito rápido (de dois a três minutos depois de aspirada). É a droga dos extrovertidos e hiperativos, dando ao usuário uma falsa impressão de poder e onipotência. Mas, passado o efeito, provoca uma disforia (queda) duas vezes maior do que a euforia, o que induz ao consumo compulsivo e progressivo. Pode produzir danos irreversíveis ao cérebro, Em geral, o dependente químico de cocaína perde o senso crítico e pode tornar-se uma personalidade perversa, caminho para o quadro psicótico, com alucinações e delírios de perseguição – diante de qualquer situação negativa, sente raiva e procura a droga como saída. Na área sexual, provoca impotência no homem e frigidez na mulher, além de trazer riscos de deformação do feto na gravidez de mulheres dependentes químicas.
Segundo uma pesquiza realizada pela Universidade de Munique, na Alemanha,coordenada pelo médico Rainer Arendt, O ataque cardíaco induzido pela cocaína é o resultado de uma violenta contração das artérias, e não apenas devido à excessiva demanda de oxigênio, como se pensava até agora.
Crack – Derivado da cocaína, em forma de pedra, para ser fumado em cachimbo. Dez vezes mais forte que a cocaína, logo nas primeiras tragadas destrói estruturas nobres dos pulmões, podendo levar a uma bronquite crônica em seis meses. A maioria dos dependentes químicos desta droga acabam desenvolvendo a tuberculose . Esta droga vicia rapidamente e causa grande compulsão. Já na primeira tragada, provoca um violento impacto no cérebroe fissura.
Haxixe – É uma erva parecida com a maconha, mas com efeitos potencializados. Causa tantos estragos à saúde quanto a maconha.
Heroína – O ópio retirado da papoula ao ser beneficiado desdobra-se em morfina e heroína, drogas que também causam dependência quimica. No primeiro estágio, a heroína é aspirada e, depois, diluída em soro fisiológico para ser aplicada na forma de injeção Causa violenta dependência química e danos cerebrais irreversíveis, levando rapidamente a um quadro psicótico.
Ecstasy – Conhecida também como êxtase ou pílula do amor, é uma droga relativamente nova, cujos efeitos e danos à saúde ainda não foram bem pesquisados. Sabe-se que sua fórmula (metilenedioxometaanfetamina) já carrega as conseqüências perigosas da anfetamina e que um de seus ingredientes corresponde ao antigo Pervitin, vendido como inibidor de apetite, mas utilizado pelos hippies na década de 60 para que ficassem ligados, sem sono e cansaço.Os dependentes químicos em geral , já utilizaram outros tipos de droga e procuram no Ecstasy maior ampliação dos sentidos com grande excitação sexual e inquietação motora, por isso é bastante consumida em festas e discotecas. Devido ao grande desgaste muscular que causa, acaba exigindo enorme reposição de água para o organismo.
Solventes – Cola, gasolina, éter, acetona, entre outros produtos químicos, são de fácil acesso e relativamente baratos, por isso costumam ser drogas de iniciação. Inalados provocam sensação de torpor, às vezes seguida de desmaio e até parada cardíaca. Para as crianças de rua, costuma ser uma válvula de escape, uma anestesia, forma de esquecer a fome, o frio e o abandono. Causa danos cerebrais gravíssimos e leva à morte por parada respiratória e cardíaca.
LSD – É o ácido lisérgico, muito consumido por artistas nas décadas de 60 e 70. Seu uso produz longa alucinação, ainda que não desperte compulsão, mas causa danos cerebrais graves, atingindo áreas chamadas sinapses, que formam as ligações entre os neurônios.
Chá de cogumelo – Mais utilizado nas zonas rurais, já que é facilmente cultivado no campo e a planta tem ótimo desenvolvimento quando adubada com esterco de boi. Provoca um tipo de viagem semelhante à do LSD, porém mais curta e angustiante, com alucinações terríveis. Pode levar a um quadro psicótico
