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	<title>Tratamento para Dependentes Químicos de Álcool, Crack, Cocaína e Drogas</title>
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	<description>Tratamento para dependentes químicos de álcool e outras drogas</description>
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		<title>Projeto de lei permite tratamento obrigatório de dependentes químicos de álcool e outras drogas</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 15:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Médico, ministro e juízes apoiam a internação compulsória de usuário em estado grave de dependência química constatado por profissionais da saúde.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento desenfreado do crack no Brasil – que já tem mais de 1,2 milhão de usuários – tem levado sociedade e autoridades a apoiar e implantar a internação compulsória de dependentes químicos. A medida já foi implantada nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e conta com o apoio de médicos como Dráuzio Varella, apresentador de quadro de saúde no Fantástico, da Rede Globo.</p>
<p>Projeto de lei do  senador Demóstenes Torres (DEM-GO)  em tramitação no Congresso prevê tornar a medida uma obrigação legal, em todo o País, pelos danos sociais e físicos. Médicos concordam, por exemplo, que o consumo de crack na gravidez é extremamente prejudicial. Bebês expostos ao crack ainda no útero geralmente nascem prematuros e são menores que os outros bebês. A exposição ao crack também pode contribuir para os atrasos no desenvolvimento cognitivo da criança. No entanto, sem uma lei própria, as autoridades pouco podem fazer para proteger mães e bebês.</p>
<p>Pelo projeto de Demóstenes, quem guardar, comprar ou estiver em posse de drogas, ainda que para uso próprio, poderá pegar pena de 6 meses a um 1 de prisão. Mas o juiz pode substituir a pena por tratamento especializado, após avaliação de comissão formada por três membros do Conselho Municipal Antidrogas – um deles, médico. O atendimento seria gratuito, indicado pela autoridade judiciária.</p>
<p>Para Demóstenes, o eixo principal da proposta é conceder auxílio aos dependentes. “Familiares, educadores e o próprio Judiciário ficaram de pés e mãos atados para internar o usuário. Se ele quiser se tratar, arruma-se uma clínica; se recusar o tratamento, nada se pode fazer além de assistir sua autodestruição”, disse o senador, preocupado com os mais de 1,2 milhão de usuários de crack no País.</p>
<p> <strong><span style="text-decoration: underline;">Drauzio Varella</span></strong></p>
<p>A proposta de Demóstenes tem o apoio de profissionais da Saúde como o médico Drauzio Varella. Em artigo na revista “Carta Capital”, Drauzio Varella diz que recriminar a internação compulsória é hipocrisia. “Não podemos interná-lo contra a vontade, mas podemos mandá-lo para a cadeia assim que roubar o primeiro celular”, ironiza o médico. “Não seria mais lógico construir clínicas com pessoal treinado para lidar com os dependentes? Não sairia mais em conta do que arcar com os custos materiais e sociais da epidemia?”.</p>
<p>Drauzio Varella acredita que ao ser obrigado a se tratar, o dependente pode até não se recuperar e virar cidadão exemplar, “mas ao menos haveria uma chance”. Ele garante que a pessoa se mantivesse de cara limpa documentada por exames periódicos rigorosos, seria maior a probabilidade de ficar curado. E cita um exemplo prático. “Na penitenciária feminina onde eu trabalho, atendo muitas ex-usuárias de crack. Quando lhes pergunto se são a favor da internação compulsória dos dependentes da Cracolândia, todas respondem que sim. Nunca encontrei uma que sugerisse o contrário”, lembrou Varella, que fez parte do quadro médico da Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, fechada anos depois do histórico massacre de presos.<br />
 <br />
<strong><span style="text-decoration: underline;">Ministro apoia internação</span></strong></p>
<p>Recentemente, o  ministro da Saúde,  Alexandre Padilha, também disse acreditar na eficácia da internação compulsória: “Precisamos ter serviços de saúde diferentes para situações diferentes. É grave ter centenas de pessoas se drogando na Cracolândia, em São Paulo, com suas famílias desestruturadas, sem perspectiva de reabilitação”, disse Padilha, em entrevista à revista Veja.</p>
<p>“Eu tenho a convicção clara, dentro do que a Organização Mundial de Saúde defende, de que a internação involuntária é fundamental para proteger a vida das pessoas viciadas”, afirmou o ministro, na entrevista. “Temos regras e protocolos para isso. Não é usar a polícia para carregar o dependente para uma clínica qualquer. É preciso a avaliação de um profissional de saúde, é preciso escolher um local adequado. Eu defendo, sim, a internação involuntária em caso de risco de morte”, acrescentou o ministro.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Três Estados</span></strong></p>
<p>Enquanto o projeto de Demóstenes Torres tramita no Senado, a internação compulsória já conta com o apoio e a ação de autoridades no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. No Rio, o governo do Estado e a prefeitura da capital adotaram a internação compulsória de viciados. Na capital paulista, a prefeitura estuda mesma decisão. No Rio Grande do Sul, um juiz autorizou a internação de um dependente químico.</p>
<p>Nos três Estados, os magistrados se baseiam no dever constitucional de proteger a vida para conceder a autorização. A titular do Juizado da Infância e Adolescência da cidade do Rio, Ivone Caetano, por exemplo, afirmou não haver inconstitucionalidade na medida. &#8220;A Constituição não prevê direito ilimitado, a não ser o direito à vida&#8221;, declarou.</p>
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		<title>Pesquisa define característica dos dependentes de crack</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 15:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O usuário típico de crack é pobre, tem baixa escolaridade e possui entre 20 e 40 anos de idade. Ele gasta todo o dinheiro que tem para consumir a droga, não tem acesso a tratamento e não costuma abandonar o vício por problemas de saúde. Sabe-se ainda que a droga não se concentra apenas nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O usuário típico de crack é pobre, tem baixa escolaridade e possui entre 20 e 40 anos de idade. Ele gasta todo o dinheiro que tem para consumir a droga, não tem acesso a tratamento e não costuma abandonar o vício por problemas de saúde.</p>
<p>Sabe-se ainda que a droga não se concentra apenas nas grandes metrópoles – ela está se espalhando por áreas em que não aparecia antes, como cidades do interior do Nordeste. É o que mostram os dados preliminares de três pesquisas diferentes em fase de conclusão, apresentados durante o Congresso de Psiquiatria, no Rio de Janeiro. Os levantamentos foram encomendados pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), como parte do Plano Integrado para Enfrentamento do Crack e outras drogas.</p>
<p>O objetivo é orientar ações e políticas públicas de prevenção a partir da criação de um grande banco de dado com um mapeamento da situação atual droga no país e do perfil dos usuários. A princípio, a divulgação dos resultados oficiais e completos estava prevista para o início deste ano. Ainda não há previsão de divulgação. O primeiro estudo traça um perfil do usuário de crack que busca tratamento nos Centros de Atenção Psicossociais – Álcool e Drogas (CAPS-AD).</p>
<p>O levantamento foi realizado em seis capitais brasileiras. Dados preliminares de 182 usuários de crack de Porto Alegre mostraram que quem busca ajuda para largar a droga tem entre 20 e 40 anos, tem baixa renda e baixa escolaridade. A maioria deles teve problemas com a família e sofreu abuso ou negligência. Além disso, 42% continuam usando a droga apesar dos problemas de saúde que ocorrem em decorrência dela.</p>
<p>A segunda pesquisa refere-se a um levantamento nacional com cerca de 1.000 mapas que apontam onde estão localizados os usuários da droga. Parte deles consome a droga em ‘cracolândias móveis’, ou seja, mudam de ambiente por influência de confronto entre gangues ou ação pontual da polícia. Segundo Francisco Inácio Barros, autor da pesquisa realizada pela FrioCruz, os mapas vão ser utilizados para nortear as políticas públicas para as áreas mais críticas.</p>
<p>“O estudo vai desagradar os dois extremos. Por um lado, mostramos que houve um avanço do crack em algumas regiões onde ele não estava. Por outro, não podemos afirmar que o Brasil é um conjunto de cracolândias”, diz Barros. Descobriu-se também que o comportamento de cada um deles pode variar de acordo com a região. É o que sugere a terceira pesquisa, realizada a partir de uma parceria entre a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por exemplo, os dependentes químicos do Rio de Janeiro moram na rua, não trabalham e consomem o crack em um copo de plástico. Já os usuários de crack de Salvador moram em uma casa, trabalham e misturam a droga com maconha. No total, foram estudados 80 usuários de crack de Salvador e 80 do Rio de Janeiro.</p>
<p>O município de Macaé também faria parte da pesquisa, mas foi excluído devido às dificuldades enfrentadas pelos pesquisadores em entrevistar os usuários de drogas. “O objetivo da pesquisa é descobrir qual o perfil do usuário, como ele chega aos serviços públicos, quais são as barreiras e o que poderia facilitar o acesso”, explica Marcelo Santos Cruz, coordenador do Programa de Estudos e Assistência ao Uso Indevido de Drogas (Projad) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além disso, a pesquisa busca saber padrões de consumo, histórico social e médico &#8211; foram colhidos exames para diagnóstico de HIV e de hepatite C. “O que podemos antecipar é que é baixíssimo o acesso dessas pessoas aos serviços disponibilizados”, diz Cruz. O</p>
<p>utra pesquisa será iniciada para ajudar a formar esse amplo material sobre o usuário de crack no Brasil. Segundo Marcelo Ribeiro de Araújo, da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas, o objetivo é conhecer o perfil de quem frequenta os centros que recebem viciados em drogas, também conhecidos como comunidades terapêuticas. No total, 1000 pessoas participarão do estudo, que será realizado em 7 estados e no Distrito Federal.</p>
<p>Os resultados devem ser publicados no fim de março de 2013. “Queremos fazer um perfil sócio-demográfico. Precisamos entender como é o comportamento dos usuários de crack para construirmos serviços que correspondam às necessidade deles. Assim será possível agir preventivamente”, diz Araújo.</p>
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		<title>Aumenta em 23% o afastamento do trabalho por dependência química</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 22:02:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O uso de álcool e drogas afasta cada vez mais brasileiros do trabalho. Entre janeiro e setembro deste ano, 31,8 mil pessoas tiraram licença por “dependência química”, 23% a mais do que no ano passado, segundo o Ministério da Previdência. Isso significa que, a cada mês, 3,5 mil pessoas são afastadas de seus empregos. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de álcool e drogas afasta cada vez mais brasileiros do trabalho. Entre janeiro e setembro deste ano, 31,8 mil pessoas tiraram licença por “dependência química”, 23% a mais do que no ano passado, segundo o Ministério da Previdência. Isso significa que, a cada mês, 3,5 mil pessoas são afastadas de seus empregos.</p>
<p>No ranking das substâncias que mais causam afastamento de profissionais no país, o álcool aparece disparado em primeiro lugar: 80% das licenças concedidas pela Previdência são causadas por alcoolismo. A conta inclui também pessoas que utilizam álcool e outras drogas.</p>
<p>Em segundo lugar vem a cocaína, que responde por 17% dos afastamentos. No Brasil, de acordo com estimativa da Abead (Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas), 10% da população (cerca de 19 milhões) são dependentes de álcool. Em média, 32 mil mortes por ano estão relacionadas à doenças causadas pelo alcoolismo.</p>
<p>Para a psiquiatra Camila Magalhães, coordenadora do Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), o aumento de licenças não significa um crescimento no consumo de drogas, mas uma quebra de paradigmas nas empresas. “Hoje, em vez das empresas mandarem os funcionários embora por esse problema, preferem tratá-los.”</p>
<p>Camila Magalhães diz que o vínculo trabalhista depois do tratamento também facilita na recuperação. “A possibilidade de recaída é 40% maior quando a pessoa abandona o trabalho para se tratar”, afirma.</p>
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		<title>A epidemia do crack</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 11:42:48 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O crack é uma epidemia. Mas a Senad e o Ministério da Saúde dizem que não é. Ou eles não sabem o que é epidemia, ou não sabem o que está acontecendo no Brasil.</p>
<p>A pesquisa da FioCruz só observou o surgimento das cracolândias e não buscou comparar para saber se houve um aumento no número de casos no país. Infelizmente, acredito que se gastou muito dinheiro com pesquisa e investiu-se pouco em ação. Esses estudos não serão a revolução para a política de crack no Brasil.</p>
<p>Minha pesquisa mostrou que um terço dos jovens morre após cinco anos de uso de crack. Eles precisam de assistência. A pesquisa pode até direcionar ações políticas. Mas o que é mais urgente?</p>
<p>Enquanto  isso, há uma semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou uma &#8216;caravana do crack&#8217;, que vai mobilizar e alertar a população sobre os perigos da droga. Medidas políticas são tomadas. Ninguém anuncia, contudo, nenhum novo investimento para aumentar a capacidade assistencial.&#8221;</p>
<p>Opinião do especialista</p>
<p><strong>Ronaldo Laranjeira</strong><br />
Diretor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas (Inpad), coordenador do Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas <a href="http://www.moradadedeus.org.br/wp-content/uploads/2011/11/crack1.bmp" rel="lightbox[567]" title="crack1"><img class="alignleft size-full wp-image-570" title="crack1" src="http://www.moradadedeus.org.br/wp-content/uploads/2011/11/crack1.bmp" alt="" /></a>(Uniad) e autor de uma das poucas pesquisas sobre o crack no Brasil</p>
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		<title>Como lidar com a dependência química de álcool, crack e outras drogas?</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 11:41:13 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Estimativas em todo o mundo dão conta de que pelo menos 10% das pessoas que estão inseridas no mercado de trabalho enfrentam ou poderão enfrentar problemas com dependência de álcool e outras drogas. No Brasil, os números são ainda mais alarmantes. Apesar de não haver estatísticas oficiais a respeito da questão, estima-se que cerca de 13% dos trabalhadores vivam com o estigma da dependência. Para as empresas, o problema se reflete na queda da produtividade, acidentes de trabalho, rotatividade acentuada e absenteísmo.</p>
<p>De acordo com o psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha há mais de vinte anos no tratamento de dependentes químicos, pode-se dizer que o problema bate às portas de todas as empresas. &#8220;As empresas que não têm diretamente em seus quadros colaboradores dependentes químicos podem ter nos familiares deles. Todos conhecem de perto pessoas que vivem problemas com álcool ou outras drogas&#8221;, afirma o psicólogo. E então, como enfrentar esse problema dentro do trabalho?</p>
<p>Segundo o especialista, as empresas devem estar atentas aos sinais emitidos pelos colaboradores, mas sempre com o respaldo de uma visão profissional. &#8220;Quando há um profissional destinado a essa função ou uma consultoria especializada, o problema é visto e trabalhado da forma correta&#8221;, diz. Ele alerta que ainda há muitos casos de organizações que não atentam para a questão e tentam trabalhar a drogadição de forma apenas entusiástica e heroica. &#8220;Palestras ou depoimentos levados em reuniões ou encontros nas empresas são feitos com muito boa vontade, mas é preciso sempre a orientação de um profissional para a abordagem completa da questão&#8221;, lembra.</p>
<p>Dionísio argumenta que fazer a correta gestão para a saúde é uma forma de manter a empresa saudável. Muitas vezes é a empresa que deve orientar o colaborador sobre a necessidade de um tratamento. Quando isso ocorre, a organização tem a grande oportunidade de conquistar o real comprometimento do trabalhador. &#8220;Quanto mais comprometido com o tratamento, mais envolvido ele também estará com sua atuação profissional&#8221;, explica o especialista. &#8220;A empresa deve lidar com o problema, mas também com os devidos limites a serem adotados&#8221;, destaca Dionísio. &#8220;A saúde dá os limites à doença. Somente uma pessoa saudável pode envolver-se adequadamente no trabalho&#8221;, conclui (<em>com AW COMUNICAÇÃO</em>).</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27-4-99-20110916">http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27-4-99-20110916</a></p>
<p>A Clínica de Recuperação Morada de Deus oferece tratamento para pessoas com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e drogas, seguindo rigorosamente as determinações da RDC 29 ANVISA, a qual determina que esta modalidade de tratamento é de caráter voluntário e desenvolvida no sistema de Residência Terapêutica onde as pessoas ficam residindo durante um determinado período e recebendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico.</p>
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		<title>O crack não é uma droga igual as outras</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 23:40:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As estatísticas mostram que atualmente  morrem mais vítimas da epidemia do crack do que de todas as demais epidemias virais somadas, o que mostra que ela não é uma bobagem. O crack não é uma droga igual às outras. O dano que causa ao organismo, em particular ao cérebro, é rápido e praticamente irreversível. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As estatísticas mostram que atualmente  morrem mais vítimas da epidemia do crack do que de todas as demais epidemias virais somadas, o que mostra que ela não é uma bobagem.</p>
<p>O crack não é uma droga igual às outras. O dano que causa ao organismo, em particular ao cérebro, é rápido e praticamente irreversível.</p>
<p>Em poucas semanas, muda as conexões cerebrais e a memória do prazer, passando a comandar a motivação e o desejo de forma avassaladora. O dependente sem tratamento morre cedo; quando tratado, torna-se um doente crônico, com frequentes recaídas.</p>
<p>Nos últimos anos, ocorreu uma explosão no uso do crack no Brasil.</p>
<p>Ela vem sendo detectada por milhares de prefeituras, pelos ambulatórios, pelos hospitais e por profissionais de diversas áreas.</p>
<p>Mas, apesar das evidências, fomos surpreendidos pelas declarações da secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, afirmando que a epidemia do crack &#8220;é uma bobagem&#8221;.</p>
<p>Sendo dirigente do órgão do governo federal responsável pelo enfrentamento do problema, a palavra &#8220;bobagem&#8221; dita pela secretária poderá ter consequências trágicas.</p>
<p>Hoje, já morrem mais vítimas da epidemia do crack do que de todas as demais epidemias virais somadas. Pelas amostragens municipais, podemos inferir que 1% da nossa população está dependente da droga. São quase 2 milhões de brasileiros! Nos Estados Unidos, onde circula há mais tempo, chegou a 4% de dependentes.</p>
<p>Os sinais da epidemia estão em toda parte. No Brasil, entre as drogas ilícitas, já é responsável pelo maior número de ocorrências policiais e de urgências médicas.</p>
<p>Seu tráfico já responde por quase metade dos homicídios do país!</p>
<p>Ignorar esse gravíssimo problema só pode ser explicado por um viés ideológico. O mesmo que, de um lado, propõe legalizar as drogas e, de outro, minimiza o problema, tratando-o de forma genérica e sem foco. A consequência dessa visão é a paralisia, que pode ser fatal para milhares de jovens.</p>
<p>Mais grave do que minimizar o problema, talvez seja a lentidão de como se trata a questão na prática.</p>
<p>Em maio de 2010, o governo federal anunciou R$ 410 milhões para enfrentar o crack. Até agora, menos de 20% disso foi liberado.</p>
<p>A modesta meta de criar mais 2.500 leitos para desintoxicação continua no plano das intenções.</p>
<p>Com o insuficiente financiamento da saúde, menos de 10% da promessa foi cumprida.</p>
<p>Também as limitadas ações de vigilância nas fronteiras com os países produtores de cocaína ficaram severamente comprometidas com os cortes feitos nos orçamentos de nossas Forças Armadas e da Polícia Federal.</p>
<p>O simples fato de a droga permanecer tendo o mesmo preço para consumo que tinha há cinco anos revela que as apreensões feitas até agora nem de longe afetaram sua oferta para um consumo que cresce geometricamente.</p>
<p>Temos um enorme desafio pela frente. Mas, para vencê-lo, é preciso antes de tudo reconhecer que a epidemia do crack é uma realidade.</p>
<p>Ignorá-la, por desconhecimento ou por ideologia, é uma bobagem que pode custar a vida de muitos brasileiros.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>OSMAR TERRA, mestre em neurociências pela PUC-RS, é deputado federal pelo PMDB-RS. Foi secretário da Saúde do Rio Grande do Sul.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>A Clínica Morada de Deus, atende dependentes químicos de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, com idade a partir dos 12 anos. O tratamento é realizado na modalidade de residência terapêutica.</p>
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		<title>Senador cobra medidas concretas para tratamento de dependentes químicos de crack</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 21:46:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Senador Waldemir Moka comentou a respeito do problema do trafico de drogas e do consumo de crack e outras drogas, citando  reportagens recentes do Correio Braziliense que trataram do assunto. Segundo o senador, o quadro apresentado pelo jornal também foi constatado pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool e Crack [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Senador Waldemir Moka comentou a respeito do problema do trafico de drogas e do consumo de crack e outras drogas, citando  reportagens recentes do Correio Braziliense que trataram do assunto.</p>
<p>Segundo o senador, o quadro apresentado pelo jornal também foi constatado pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool e Crack em quatro meses de audiências públicas, com participação de autoridades e especialistas da área.</p>
<p>A subcomissão, criada em fevereiro no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), deverá concluir seus trabalhos em outubro, quando apresentará as sugestões encaminhadas por profissionais que atuam no tratamento e recuperação de dependentes químicos, afirmou Waldemir Moka.</p>
<p>O senador lembrou que o próprio Ministério da Saúde admite mudanças em relação ao financiamento das ações de combate ao crack, conforme adianta o jornal, que aponta ainda a carência de profissionais envolvidos no tratamento de dependentes de drogas, como psiquiatras e psicólogos.</p>
<p> “É preciso sair da teoria para a prática urgentemente. A saída é que o governo assuma de vez as operações [de combate ao crack], auxiliando as comunidades terapêuticas, cujo trabalho se encontra comprometido pela falta de recursos”, defendeu. (Com assessoria de imprensa)</p>
<p> A Clínica Morada de Deus é especializada no tratamento e recuperação de dependentes químicos de crack, álcool e outras drogas e atende pessoas de ambos os sexos com idade a partir de 12 anos.</p>
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		<title>Na luta contra as drogas, faltam leitos para internação de dependentes químicos de crack e outras drogas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 15:55:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As drogas são apontadas por todos os especialistas na área de segurança pública como a raiz da violência vivida hoje nas cidades brasileiras. O consumo vem aumentando nos últimos anos, segundo relatórios do Escritório das Nações Unidas contra Droga e Crime (UNODC), mas o enfrentamento não consegue se manter no mesmo patamar. Em Londrina, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As drogas são apontadas por todos os especialistas na área de segurança pública como a raiz da violência vivida hoje nas cidades brasileiras. O consumo vem aumentando nos últimos anos, segundo relatórios do Escritório das Nações Unidas contra Droga e Crime (UNODC), mas o enfrentamento não consegue se manter no mesmo patamar. Em Londrina, por exemplo, o tratamento e recuperação de usuários estão – na maioria &#8211; nas mãos do terceiro setor. O Município só oferece serviço ambulatorial em um único Centro de Atenção Psicossocial para usuários de Álcool e Drogas (Caps-AD) e nenhuma unidade de internação.</p>
<p>Atualmente, são 24 leitos disponíveis para dependentes químicos, mantidos em convênio pelo poder público, divididos entre três comunidades terapêuticas. O SUS paga por outros 20 leitos, numa clínica psiquiátrica da cidade. O total é insuficiente para atender a demanda e muitos usuários tem que ser encaminhados para clínicas em cidades vizinhas.</p>
<p><strong>Igrejas tomam a frente do trabalho de recuperação</strong></p>
<p>O Prolov, mantido prioritariamente pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e doações da comunidade, oferece hoje 32 leitos para dependentes químicos e alcoolistas da cidade. “Se eu tivesse 10 vezes mais leitos, teria ocupação de 100%”, diz o presidente da comunidade, Sidnei Cesar Furich. A metade dos leitos é de cunho social, para famílias de baixa renda. “A grande maioria que vem nos procurar não tem condições de bancar internação. Infelizmente, não temos como atender todos”, diz.</p>
<p>Na Morada de Deus, a única que oferece vagas para mulheres na região, a situação não é diferente. “Temos até casais internados aqui. O uso do crack está aumentando assustadoramente entre as mulheres”, aponta o pastor Paulo Constantino. Segundo ele, até os novos 40 leitos que serão disponibilizados pelo Plano de Combate ao Crack serão insuficientes para atender a demanda. “É muito triste, mas é a realidade”, afirma.</p>
<p>O promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, diz que, se há uma demanda maior por leitos que a atualmente oferecida pela cidade, é preciso formalizar isto junto ao Ministério Público. “Se há realmente esta necessidade, seria interessante que se provocasse a discussão sobre isto. No próximo final de semana, será realizada a Conferência Municipal de Saúde, um bom momento para se discutir o assunto”, afirma. De acordo com ele, todas as demandas sobre leitos para internação que passam pelo MP foram encaminhadas e dadas uma solução. “Nunca chegamos ao ponto de judicializar a demanda”, diz.</p>
<p>Segundo dados do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e Outras Drogas (Comad), hoje, o Município mantém convênio com diversas entidades para oferecer 320 vagas ambulatoriais e 400 em grupos de ajuda mútua. “Só de dependentes em álcool, são 12% da população [cerca de 60 mil pessoas] de Londrina”, aponta o psicólogo José Carlos da Silva Camargo, presidente do Comad e integrante do Projeto Londrina Viva (Prolov), uma das comunidades terapêuticas da cidade.</p>
<p>Camargo diz que, no caso do crack, o atendimento ambulatorial nem sempre resolve. “A internação nunca é a primeira opção. Porém, o crack é uma droga compulsiva, que leva o usuário a buscar mais e mais. E se não está dando conta da abstinência, um período de internação é necessário”, afirma. Segundo ele, dos 24 leitos conveniados, 6 são para mulheres e apenas 3 para adolescentes. “É muito pouco para a realidade atual”, diz.</p>
<p>A psicóloga Cristina Franzon, da Associação Londrinense de Saúde Mental, concorda com Camargo. Ela, que já foi coordenadora do Caps-AD e gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, afirma que a necessidade do Município é de pelo menos três unidades de Caps-AD com atendimento 24 horas e leitos para desintoxicação. “O problema é que o Brasil, de modo geral, enfrenta uma grande falta de estrutura em tratar o dependente químico. São apenas 2.600 leitos que estão, basicamente, mantidos por comunidades evangélicas e católicas”, diz. “Já que os governos não querem chamar para si a responsabilidade de enfrentar a droga, a solução seria mais apoio e verbas para que as comunidades terapêuticas pudessem ampliar o número de leitos”, aponta.</p>
<p>O problema é que até as verbas que são disponibilizadas demoram a chegar na mão de quem precisa. É o caso do dinheiro liberado para as entidades pelo Plano Nacional de Combate ao Crack, do Governo Federal, para a criação de mais 40 leitos para dependentes químicos em Londrina e que estaria parado na Secretaria Municipal de Saúde. “Desde abril que o dinheiro está lá e não é repassado”, diz o pastor Paulo Constantino, diretor-presidente da comunidade Morada de Deus.<br />
<strong>Falta de convênio emperra verba</strong></p>
<p>O diretor executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Nishida, confirmou que a verba federal já está disponível mas o repasse depende de convênio com as entidades. “As comunidades recebem verbas municipais pela Secretaria Municipal de Governo. Para receber este dinheiro, é preciso firmar um convênio com a Saúde”, diz.</p>
<p>Segundo Nishida, o convênio só não saiu ainda porque as comunidades precisam entregar uma série de documentações pendentes, com a certidão negativa do Tribunal de Contas do Paraná. Ele confirma que as verbas federais foram conseguidas pelas comunidades terapêuticas e diz que o Município não apresentou nenhum projeto para trazer mais verbas do Plano Nacional de Combate ao Crack. “Mas temos que fazer tudo direitinho. Não posso passar por cima da burocracia”, afirma.</p>
<p>Nishida também disse que o plano de criar mais um Caps AD em Londrina, como o prefeito Barbosa Neto já havia antecipado, foi adiado. “Nós temos déficit de funcionários nos três Caps do Município. Então precisamos melhorar estas estruturas existentes antes de pensarmos em criar novos. E isto já sendo feito”, diz.<br />
<strong>Crack em 98% dos municípios</strong></p>
<p>O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em seu último relatório, publicado em janeiro de 2011, revelou um aumento na circulação do crack no Brasil. Em 2002, 200 quilos da droga foram apreendidos. Em 2007 &#8211; último dado disponível &#8211; foram 578 quilos apreendidos. O montante equivale a 81,7% do crack apreendido na América do Sul. Já uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) constatou o alcance nacional do crack, disseminado em todas as regiões do país e atingindo 98% dos municípios brasileiros.</p>
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		<title>Internação para dependentes de Crack</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 20:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>urias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não seria mais sensato construir clínicas pelo país com pessoal treinado para lidar com dependentes? A CONTRAGOSTO, sou daqueles a favor da internação compulsória dos dependentes de crack. Peço a você, leitor apressado, que me deixe explicar, antes de me xingar de fascista, de me acusar de defensor dos hospícios medievais ou de se referir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.moradadedeus.org.br/wp-content/uploads/2011/07/imagesCAZ2JNAI1.jpg" rel="lightbox[536]" title="imagesCAZ2JNAI"><img class="size-full wp-image-541 alignright" title="imagesCAZ2JNAI" src="http://www.moradadedeus.org.br/wp-content/uploads/2011/07/imagesCAZ2JNAI1.jpg" alt="" width="197" height="132" /></a>Não seria mais sensato construir clínicas pelo país com pessoal treinado para lidar com dependentes?</p>
<p>A CONTRAGOSTO, sou daqueles a favor da internação compulsória dos dependentes de crack.</p>
<p>Peço a você, leitor apressado, que me deixe explicar, antes de me xingar de fascista, de me acusar de defensor dos hospícios medievais ou de se referir à minha progenitora sem o devido respeito.</p>
<p>A epidemia de crack partiu dos grandes centros urbanos e chegou às cidades pequenas; difícil encontrar um lugarejo livre dessa praga.</p>
<p>Embora todos concordem que é preciso combatê-la, até aqui fomos incapazes de elaborar uma estratégia nacional destinada a recuperar os usuários para reintegrá-los à sociedade.</p>
<p>De acordo com a legislação atual, o dependente só pode ser internado por iniciativa própria.</p>
<p>Tudo bem, parece democrático respeitar a vontade do cidadão que prefere viver na rua do que ser levado para onde não deseja ir. No caso de quem fuma crack, no entanto, o que parece certo talvez não o seja.</p>
<p>No crack, como em outras drogas inala das, a absorção no interior dos alvéolos pulmonares é muito rápida: do cachimbo ao cérebro a cocaína tragada leva de seis a dez segundos. Essa ação quase instantânea provoca uma onda de prazer avassalador, mas de curta duração, combinação de características que aprisiona o usuário nas garras do traficante.</p>
<p>Como a repetição do uso de qualquer droga psicoativa induz tolerância, o barato se torna cada vez menos intenso e mais fugaz. Paradoxalmente, entretanto, os circuitos cerebrais que nos incitam a buscar as sensações agradáveis que o corpo já experimentou permanecem ativados, instigando o usuário a fumar a pedra seguinte, mesmo que a recompensa seja ínfima; mesmo que desperte a paranoia persecutória de imaginar que os inimigos entrarão por baixo da porta.</p>
<p>A simples visão da droga enlouquece o dependente: o coração dispara, as mãos congelam, os intestinos se contorcem em cólicas e a ansiedade toma o corpo todo; podem surgir náuseas, vômitos e diarreia.</p>
<p>Quebrar essa sequência perversa de eventos neuroquímicos não é tão difícil: basta manter o usuário longe da droga, dos locais em que ele a consumia e do contato com pessoas sob o efeito dela. A cocaína não tem o poder de adição que muitos supõem, não é como o cigarro cuja abstinência leva o fumante ao desespero esteja onde estiver.</p>
<p>Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir em sã consciência o melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo automatizado sem outro desejo senão o de conseguir mais uma pedra.</p>
<p>Veja a hipocrisia: não podemos interná-lo contra a vontade, mas devemos mandá-lo para a cadeia assim que ele roubar o primeiro transeunte.</p>
<p>A facção que domina a maioria dos presídios de São Paulo proíbe o uso de crack: prejudica os negócios. O preso que for surpreendido fumando apanha de pau; aquele que traficar morre. Com leis tão persuasivas, o crack foi banido: craqueiras e craqueiros presos que se curem da dependência por conta própria.</p>
<p>Não seria mais sensato construirmos clínicas pelo país inteiro com pessoal treinado para lidar com dependentes? Não sairia mais em conta do que arcar com os custos materiais e sociais da epidemia?</p>
<p>É claro que não sou ingênuo a ponto de acreditar que, ao sair desses centros de tratamento, o ex-usuário se tornaria cidadão exemplar; a doença é recidivante. Mas pelo menos ele teria uma chance. E se continuasse na cracolândia?</p>
<p>E, se ao receber alta contasse com apoio psicológico e oferta de um trabalho decente, desde que se mantivesse de cara limpa documentada por exames periódicos rigorosos, não aumentaria a probabilidade de permanecer em abstinência?</p>
<p>Países, como a Suíça, que permitiam o uso livre de drogas em espaços públicos, abandonaram a prática ao perceber que a mortalidade aumenta. Nós convivemos com cracolândias a céu aberto sem poder internar seus habitantes para tratá-los, mas exigimos que a polícia os prenda quando nos incomodam. Existe estratégia mais estúpida?</p>
<p>Faço uma pergunta a você, leitor, que discordou de tudo o que acabo de dizer: se fosse seu filho, você o deixaria de cobertorzinho nas costas dormindo na sarjeta?</p>
<p>Folha de São Paulo &#8211; DRAUZIO VARELLA</p>
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		<title>O tratamento para a dependência química de álcool e outras drogas.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 17:48:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A motivação para o tratamento é a maior dificuldade no tratamento da dependência química. Ter um serviço pronto para receber o dependente no momento em que ele está disposto a deixar a substância é fundamental. O tratamento efetivo abrange todos os aspectos da vida. O dependente químico é um indivíduo que desenvolve vários papéis: na [...]]]></description>
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<p>A motivação para o tratamento é a maior dificuldade no tratamento da dependência química. Ter um serviço pronto para receber o dependente no momento em que ele está disposto a deixar a substância é fundamental.</p>
<p>O tratamento efetivo abrange todos os aspectos da vida. O dependente químico é um indivíduo que desenvolve vários papéis: na família, no trabalho, no estudo e na sociedade. Atender essas necessidades é importante para garantir a recuperação.</p>
<p>O tratamento do dependente químico deve ser avaliado continuamente e modificado quando necessário para garantir que o plano esteja adequado às necessidades. Com o passar do tempo, o plano deve ser readequado e as estratégias, repensadas. A abordagem deve ser adequada à idade, gênero, cultura e situação social da pessoa.</p>
<p>Permanecer no tratamento pelo tempo adequado é um fator de grande importância para a eficácia do tratamento.  As pessoas geralmente abandonam o tratamento prematuramente, portanto os programas devem possuir estratégias para aumentar a motivação e manter os pacientes no processo de libertação do vicio.</p>
<p>Os aconselhamentos (individual ou em grupo) e outras terapias comportamentais são componentes necessários para um tratamento eficaz para a dependência química de álcool e outras drogas. A terapia tem como objetivo resolver questões de motivação, ajustamento, treinamento de habilidades e melhorar a capacidade de resolução de problemas. Também facilita as relações interpessoais e a convivência com a comunidade.</p>
<p>A medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes, com especialmente quando combinada com aconselhamento e outras terapias comportamentais. Lembrando que o uso de medicamentos é apenas utilizado em alguns casos com acompanhamento médico especializado, nenhum remédio pode ser utilizado sem a receita médica.</p>
<p>A recuperação da dependência química é um longo processo e freqüentemente requer vários tipos de tratamento. Como outros pacientes crônicos, os dependentes químicos estão sujeitos a recaídas que podem acontecer após períodos de sucesso do tratamento. O acompanhamento de longo prazo, em grupos de auto-ajuda e aconselhamento, pode aumentar o sucesso do tratamento e diminuir as chances de recaídas.</p>
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	<li><a href="http://www.moradadedeus.org.br/reuniao-comad-dia-16-as-14-horas/" title="Reunião COMAD dia 16 as 14 horas (14 de fevereiro de 2011)">Reunião COMAD dia 16 as 14 horas</a> (0)</li>
	<li><a href="http://www.moradadedeus.org.br/perfil-do-residente/" title="Residente (13 de janeiro de 2011)">Residente</a> (0)</li>
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